Um pouco do interior

Quem me acompanha já deve ter percebido que eu amo fotografar a natureza. Sou nascida e criada no interior do estado e desde sempre aprecio essa criação maravilhosa. E venho fotografando coisas simples e belas desde que me apaixonei pela fotografia. Então decidi juntar o útil ao agradável.
Nesta segunda-feira, fui visitar uma chácara e obviamente que levei minha compacta pensando que certamente iria ver coisas bonitas para fotografar! E acertei em cheio. A cada vez que visito um sítio ou fazenda, acabo tendo um aprendizado diferente. Dessa vez, eu conheci uma plantação de abacaxi. Eu nunca tinha visto como eles são plantados e na minha cabeça era igual uma plantação de mamão, mas me enganei feio. Ao lado dos abacaxis, tem uma horta em crescimento com alface, rúcula, couve, cebolinha, salsa e outros. Me deu vontade de arrancar e saborear ali mesmo, pois é tão fresco, muito diferente das que compramos no mercado. E não faltou pegar um pintinho na mão (lembrou minha infância). Posso admitir? Até hoje tenho medo de vacas e por isso não cheguei muito perto para fotografa-las. Eu amo essa simplicidade e esse cheiro de mato!! Tudo isso e muito mais você pode conferir nas fotografias abaixo.













Quem aí também ama esse cheiro de mato? Gostaram das fotografias?

Acompanhe o blog também em:

Resenha: Estudo independente


Título: Estudo independente /Autor: Joelle Charbonneau /Editora: Única /Páginas: 320 /Classificação: 5/5
Mais difícil que fazer resenha do Teste, é fazer uma dessa continuação impecável. Com toda a certeza do mundo posso e devo dizer que essa autora arrebenta. Simples assim. Para quem quer saber o que achei e como a história acontece no primeiro livro, vem aqui que conto tudinho.
Para refrescar a memória, a historia se passa depois de acontecer uma grande guerra e devastar o mundo. Os sobreviventes tentam reconstruir o país e para isso, contam com um Teste para escolher pessoas que possuem inteligência e habilidades que possam ser usadas a revitalizar e transformar o país. Esse teste faz com que os melhores líderes sejam destinados ás melhores ocupações e entrar para a Universidade.
Em Estudo Independente, nos deparamos com Cia entrando em seu primeiro dia na Universidade, junto com os sobreviventes do Teste, dentre eles, seu amor, Tomas. Cia vê tudo muito normal, mas conforme os dias vão se passando, suas memórias do teste começam a voltar. Em desespero, ela se questiona se esses sonhos e lembranças serão mesmo reais, pois se lembra de cenas de mortes e terror. Durante o Teste os alunos são submetidos á prova de sobrevivência e só os fortes e inteligentes chegam ao final. Para as mortes e torturas que acontecem durante os quatro níveis do teste não vierem á tona á Presidente, logo após o término, todos os alunos sobreviventes são submetidos a um processo de queima de arquivo. Os oficiais do teste os submetem a um processo que deleta toda a memória deles e deixa apenas as boas vividas no teste. Mas Cia começa a descobrir e a desvendar quem são as pessoas por trás das mortes e das atrocidades que os alunos tem de passar para sobreviver. 
"O fato de a gente pensar que uma coisa é verdadeira não faz com que ela seja. A percepção é quase tão importante quanto a realidade." pág 20
 (foto por Camila Mabeloop)
Antes de realmente ingressar em seu primeiro dia de aula, Cia fora designada, com alguns colegas, a uma posição que a deixou muito chateada de início: Estudos Governamentais. Cia almejava ajudar o país com seu conhecimento em Engenharia Mecânica! Mas seu desempenho durantes os testes fora tão grande que os professores a encaminharam para esses estudos. Já em seu prédio e aposento dos calouros de Estudos Governamentais, Cia e seus colegas recebem um chamado para que todos se apresentem, se separem em grupos de quatro pessoas para começar mais um teste: A Iniciação (tipo uma brincadeira para calouros, mas não se deixe enganar)! Suas aulas começam daqui a uns dias, mas antes eles precisam ser testados novamente. Durante mais esse teste Cia mostra liderança, inteligência e uma intuição que chama a atenção da sua coordenadora e do Dr. Barnes, mas isso não é muito bom. Alerta seu veterano Ian. Então, quem passar e tiver bom desempenho nessa iniciação, terá os melhores estágios. Cia, mais uma vez se destaca e começa a estagiar com a Presidente do país, Collindar, em seu gabinete. Chamando mais atenção ainda dos maldosos.
Começa então, uma luta por justiça, aliada com algumas pessoas para tentar tirar o cargo do Dr. Barnes (líder do teste). Uma luta para, um dia, voltar e rever sua família que deixou em sua Colônia Cinco Lagos e mudar totalmente os princípios do teste.
Esse livro é ainda mais forte e envolvente que o primeiro. A autora nos trás uma riqueza de detalhes que me tiraram o fôlego em todos os capítulos. A cada capítulo temos ação, suspense, amizade e leveza. Tudo junto. Tudo me fazendo ansiar para ver a continuação. Cia está ciente de que suas suspeitas do teste e de tudo o que seu pai contou-lhe e alertou, está correta. 
No primeiro livro, muitas coisas ficaram sem respostas e isso me deixou curiosa mas ao mesmo tempo inquieta e queria mesmo que ela respondesse tudo no segundo livro. E não só conseguiu responder, como me deixou com mais perguntas e tenho certeza que a autora irá responde-las no terceiro livro. E aqui, escrevendo essa resenha, sem querer soltar tantos spoilers, podem até achar a história sem nexo, mas não. Não seria justo soltar inúmeros spoliers aqui. O livro termina com um gosto tremendo de quero mais.
O que dizer da escrita surpreendente da autora? Joelle é incrível, cativante, surreal. Com certeza é o tipo de livro que você devora rapidamente. E agora o terceiro livro, 'A Formatura', será lançado pela Editora Única em Outubro. Se estou ansiosa, claro que não. Estou desesperadamente desejosa. 

Gostaram da resenha? Já conheciam esse livro?

Acompanhe o blog também em:

Das flores que surgem pelo caminho

Ah.. as flores! A primavera é a minha estação favorita desde que comecei a entender essa divisão divina das estações. Tudo tão perfeito e minucioso. A única estação que sei a data exata do início é ela, as outras podem vir mas nenhum me trás mais alegria que essa. 
Não sei cuidar de plantas, não gosto e não tenho paciência (se um dia tiver, venho fazer um post exclusivo sobre)... mas mesmo assim, não consigo não parar para observar as cores e formatos de cada uma. Cada espécie é única e tem sua beleza. E o cheiro? Esse é o primeiro passo que dou quando avisto uma flor nova. Gosto de sentir seu aroma. É isso que nos dá mais vida. Quando tive a ideia de fotografar flores por causa do início da estação, fiquei muito feliz pois onde moro existem flores espalhadas por ai. E agora vai um grande detalhe que pouca gente sabe: minhas preferidas são as rosas brancas, seguidas dos girassóis! Não sei o motivo da preferência, mas eu amo elas...
Por meu esquecimento, na maioria das vezes quando saia de casa esquecia a câmera, então em dois dias apenas consegui fotografar... E quer saber? Amei o resultado. Não há foto que fique feia quando se tem uma flor!


Gostaram das flores? O que acham de sair para fotografar mais flores por ai? Falem ai nos comentários...

Acompanhe o blog também em:

Corações para chamar de meus


Quando peguei a caixinha, a primeira coisa que eu li foi isso da foto. Só podia vir de uma pessoa caprichosa. Vindo dessa pessoa eu esperava isso exatamente. Como sabem, eu amo coisas fofas e valorizo demais quem as faz com as mãos de puro talento e amor. Não poderia estar falando de outra amiga se não da Pâmela, aquela que tem uma loja maravilhosa de papelaria artesanal (vale muito a pena conhecer, clica ai). 
Antes uma historinha: dias atrás estava pensando em fazer um mimo simples para dar para algumas amigas. Como a Pâm havia me dado um coração desses de mimo em uma das minhas comprinhas, resolvi falar com ela se seria possível ela fazer alguns para mim, visto que ela não vende, ainda, na lojinha. Ela não hesitou e aceitou na hora. Combinamos preço e frete e tudo ficou certo. Eu muito ansiosa, aguardei a chegada dos Corações para chamar de meus. Lembrando que apesar de serem fáceis de fazer, eu não sei costurar, e nada melhor que confiar essa tarefa em quem entende do assunto. Encomendei 20 corações de estampas diferentes para ficar ainda mais alegre e divertido.

Sobre a caixa: Fiquei encantada com a fofura da caixa onde veio os corações. Uma caixa com fundo branco e cheia de desenhos fofos, dentre eles um passarinho e flores. Eu amo pássaros e flores e a Pâm acertou em cheio na escolha. E ela ainda tem docinhos... humm, quem não gosta não é mesmo? A palavra Love na caixa veio me lembrar novamente que o Amor é o mais importante. Devemos espalhá-lo por ai...




Eu amo essa simplicidade que emana de quem transmiti amor através de trabalhos tão lindos. Não gosto de fazer DIY e coisas assim e não levo jeito também. Sou tipo, a desastrada dos DIYs (rsrs). Nasci para escrever, cantar, espalhar amor por aí... Nessa vida é preciso ser leve. Valorizar as pequenas coisas, pois nossa vida é cheia de pequenas coisinhas que nos engradecem de tal maneira, que só nos resta transbordar amor. Qual seria a graça de uma vida sem simplicidade e leveza? Não consigo me imaginar sem tais prazeres.



Quem aí gostou de conhecer meus corações? 

Acompanhe o blog também em:

Os olhos são puro amor


Eu sei. Eu sei que já lhe disse várias coisas sobre minha vida e de como tenho passado. E a cada dia que te vejo e lhe conto mais sonhos, você apenas ouve e vez ou outra solta um riso de minhas palavras desenfreadas. Eu conto-lhe sonhos escondidos, desejos estranhos e você balança a cabeça concordando, demonstrando um interesse instantâneo.
Chegaste com os olhos brilhando e me abraçou lentamente, como quem queria dizer 'Eu sempre virei te ver'. Seu abraço fora quente, e de uma leveza incrível que não hesitei em retribuir. Nos olhamos para nos certificar de que estava tudo bem e entramos no carro. Sim, nós gostamos de dar voltas de carro, ouvindo a música da vez na rádio, com os vidros abertos e soltando conversa fora. E claro, com os sorrisos e calor trazendo alegria. Então vez ou outra eu começo a cantar a música da vez como quem sabe completamente a letra, enrolando algumas palavras e acertando outras. Você dá risada dos meus erros e diz que fica muito feliz em me ver feliz. 
Nessa noite fiz um pedido: que me levasse para olhar as estrelas. Nunca havia pedido nada a ele, e realmente estava certa do que desejava. Olhar as estrelas para muitos seria bobagem, mas para mim era especial. Precisava ser especial. Como em filmes de romance: o casal deita na grama e olha as estrelas, e de repente o beijo acontece. Mas eu não queria beijo. Queria uma companhia inesquecível. 
Tirei sua mão do volante e estavam frias. Peguei sua mão e a segurei. Juntei-a junto a meu rosto e pedi que parasse o carro. Ele freou vagarosamente, soltei sua mão e ele parou o carro embaixo de uma árvore robusta e negra. Pude ver seus olhos um pouco assustados mas não apavorados. Consegui enxergar um pedacinho de amor em seus olhos, e foi exatamente esse o detalhe que me deu certeza para convidá-lo a uma noite inesquecível. Ergui levemente seu rosto e sussurrei: 'sabe, eu tenho um sonho e você é a pessoa certa para estar comigo nele'. Ele arregalou os olhos e disse: 'vindo de você, será sempre uma honra branquinha'. Contei-lhe que meu sonho era ver as estrelas sentada em uma grama, em um local muito escuro, pois eu sei que quanto mais escuro, mais podemos sentir o brilho das estrelas. Ele sorriu e trouxe minhas mãos para junto de suas mãos e as beijou. Entendi que estava prestes a sonhar eternamente.
Andando em meio ao matagal, fomos em busca de um cantinho que pudesse nos acolher. Avistamos uma árvore enorme com suas flores irradiando beleza mesmo no escuro da noite. Mesmo sem qualquer iluminação nessa noite, fui guiada instintivamente para um lugar sereno. A brisa era pouca, a árvore estava úmida com gotas do sereno e forramos o mato molhado com um lençol já gasto. Nos deitamos em direção ao céu, e observamos. Cada estrela possuía um brilho intenso e nos atraía de uma forma inesperada. Notei que sua mão estava na minha, me convidando para um amor. Mas que amor seria esse? Éramos muito amigos, íntimos sim, mas apenas bons amigos de infância. O que será que estava acontecendo? Meus olhos soltaram uma lágrima e ele a enxugou. Percebi que seus olhos brilhavam e estavam indo de encontro aos meus olhos cor de mel. Ficamos ali. Nos olhando em uma profundidade singela e pude perceber que estávamos mais unidos como jamais estivemos. Nossos olhos, e nada mais.

Gostaram da crônica de hoje? Gostam que eu publique textos por aqui? Falem aí nos comentários!
Acompanhe o blog também em:

22 anos, Campo Grande/MS, Nutricionista, Cristã, apaixonada pela escrita e por livros, fotografia, amante da arte em si. Gosto de leveza, amor, simplicidade, rock in roll, chocolate, listas e organização, amo animais, fofurices e itens de papelaria. Compartilho aqui minha vida, tudo o que me faz feliz e tudo aquilo que me inspira a viver.

 
Chá de Calmila © Todos os direitos reservados. Ilustração por Malena Flores :: voltar para o topo